Mais do que estrutura, uma rotina com hora para conversar, comer junto, se movimentar e descansar. Veja como passa um dia nas nossas casas.
A rotina existe para dar previsibilidade, não para engessar. Cada morador segue no ritmo dele.
O despertar é escalonado, respeitando quem acorda cedo e quem prefere dormir mais. A equipe da noite passa o plantão para a do dia contando como cada um passou. Vem o café da manhã na mesa grande, os remédios da manhã conferidos um a um, o banho e a troca de roupa com a ajuda que cada pessoa precisar.
É o horário das atividades que pedem mais disposição: fisioterapia em grupo no pátio, exercícios com bola e bastão, jardinagem para quem gosta de mexer com planta. Quem prefere ficar quieto fica, na varanda, com o jornal ou a companhia de alguém.
Todo mundo à mesa, junto. As dietas específicas são preparadas separadamente, mas servidas no mesmo horário e no mesmo lugar, porque comer sozinho no quarto é o começo do isolamento. Depois vem o descanso, que para a maioria é uma soneca de meia hora.
A tarde é mais leve: arteterapia com lápis e papel, música, jogos, conversa. É também o horário em que a maioria das visitas acontece, e quando as famílias aproveitam para tomar um café junto. No meio da tarde tem lanche.
Hora de sentar na varanda e ver o dia acabar. É quando as conversas rendem mais, e quando a equipe percebe o que passou despercebido: alguém mais calado, um apetite diferente, uma dor que não foi mencionada de manhã.
Jantar mais cedo e mais leve, últimos remédios, televisão para quem quiser. O turno da noite assume com a casa em silêncio e faz rondas ao longo da madrugada, de olho em quem levanta para ir ao banheiro e em quem dorme mal.
A casa é conduzida por duas enfermeiras sócias, que não administram de longe: estão na rotina, conhecem o histórico de cada morador e são quem a família procura quando tem uma dúvida séria. Junto delas trabalha um time de cuidadores em turnos revezados, mais os profissionais de fisioterapia e das terapias.
Rotatividade baixa importa mais do que parece. Quem cuida há tempo percebe mudança sutil de humor ou de apetite antes de virar problema, e o morador não precisa recomeçar o vínculo a cada mês.
Conheça a formação de cada profissional na página da nossa equipe.
Fisioterapia, arteterapia, musicoterapia, terapia ocupacional, jardinagem e momentos de fé. A programação é semanal e a participação é convite, nunca obrigação. Tem quem apareça em tudo e quem escolha duas ou três coisas, e as duas formas estão certas.
O objetivo não é preencher o tempo. É manter movimento, memória e vínculo, que são exatamente as três coisas que se perdem primeiro quando alguém passa o dia sozinho. Veja a programação completa em atividades e rotina.
Morar aqui não substitui a família, e a casa é organizada para isso ficar claro. As visitas acontecem de segunda a sexta, e quem mora em outra cidade combina chamadas de vídeo com a equipe. Datas importantes, aniversário e Natal são comemoradas na casa, com quem quiser vir.
A comunicação é direta com quem cuida. Mudança no quadro de saúde, ida ao médico, ajuste de medicação ou qualquer intercorrência é comunicada à família responsável, sem intermediário e sem espera.
A pergunta que mais ouvimos é se a pessoa vai se adaptar. Costuma levar algumas semanas, e o que mais ajuda é a família aparecer com frequência no começo, trazer objetos de casa e manter os hábitos que já existiam.
O melhor horário para visitar é no meio da manhã ou no fim da tarde, quando a casa está em movimento. Combine pelo WhatsApp.
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